sábado, 2 de julho de 2011

Uma carta...

Álvaro,


Há mais de mil coisas que eu gostaria de lhe contar, meu amor. São tantas as palavras que queria lhe dizer... - infinitas elas são.
Queria contar-te o meu desejo. Preciso lhe falar dessa chama que queima dentro de mim a espera de um único momento para consumir em fogo e calor todo o meu corpo, toda a minha alma.
Recordo outrora e todos os beijos que pude viver contigo. Cada abraço que minha mente consegue lembrar envolve-me mais uma vez. E só assim consigo dormir em paz. Sinto todos os beijos e abraços e peço a Morpheu a dádiva de revivê-los em meus sonhos. Imploro que sejam recorrentes. - Que sejam recorrentes!
Durante todos os anos que vivi antes de ti jamais compreendi o significado de saudade. Acreditei ser o  sentimento nada mais que um murmúrio. Mas no segundo após o último beijo entendi que tudo o que eu precisava era voltar no tempo até aquela tarde na qual nos vimos pela primeira vez. E eu poderia continuar minha vida daquele instante. Isso era tudo o que eu precisava. E eu pagaria todos os preços.
Serás que sabes que ainda te amo? - Sim, eu amo.
Perdi-me no labirinto de mim mesma. Enfrentei todos os demônios e quimeras. Quase morri. Mais de uma vez acreditei que o instante seguinte não seria meu. Até que encontrei a esfinge. Éramos eu, ela e a saída. Tudo o que eu precisava era resolver o enigma. Resolvi, Venci. Saí.
O que vejo agora é todo o espaço e todo tempo e tudo que neles cabe.
Mais que tudo eu ainda te amo como no primeiro instante. - Sim, eu sonho... e ainda nos vejo como uma formidável possibilidade.

Com amor,

sempre sua...

Aline Carvalho Silva
São Vicente, 02 de julho de 2011.

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