sexta-feira, 11 de março de 2011

Clair de Lune

Duas asas se abriram lindas e grandiosas
e ela pôs-se abraçada aos próprios joelhos.
Não tinha exata ciência de como sentia-se
e ali ficou a fitar os próprios pés.

O vento soprava sem direção certa.
O lago não movia-se.
Nem a brisa fazia-se ouvir.
Nada era vida exceto seu coração cansado.

Em sua mente Clair de Lune ecoava como um choro...
Em sua mente a doce canção ecoava com um riso...
Debussy dava ritmo a seu frágil coração valente...
... A bela canção iluminava seu singelo sorriso.

Sem perceber recostou-se numa macieira.
Sempre fitando o horizonte.
O sol se punha e a noite chegava.
O anjo dormeceu.

Caída na relva nada a ameaçava.
Estava bem... calma... sem amarras...
Num instante fez-se a mágica:
ela permitiu que o mundo onírico se abrisse.
E noutro instante ela estava acordada.

São Vicente, 11 de janeiro de 2010

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